Em meio a esse mundo moderno, cheio de carro, cheio de prédio, o céu dá pra ver de vez em quando, só quando a fumaça deixa, ou quando chega a hora do almoço. Ligo meu laptop, conecto-me ao mundo, tenho meu e-mail, tenho 3 perfis diferentes, sou quem sou, quem não sou, quem quero ser?
Vejo qualquer lugar, qualquer pessoa, qualquer bicho, qualquer planta. E o melhor é que nem preciso levantar da minha cadeira ortopédica. Basta um clique, uma ampulheta no meio da tela e uma foto. As plantas não têm cheiro, os animais não têm som, a grama não tem orvalho. Que saudade do interior.
O sol nasce só depois que o galo canta. O dia começa só depois que o bule chia, avisando que o café está pronto e é hora de despertar. Tirar o fumo e a palha do bolso, pitar um cigarro e olhar o mundo. Passa carro de boi gemendo seu canto de roda, passa o trem apitando a vida rápida.
No meu canto vejo 1, vejo 10, vejo 100 mil. Gente que chega, gente que vai. Vai pra onde? A cidade grande agora é aqui, aqui tem carro, aqui tem prédio. Nem dá mais pra ver o céu, só quando a fumaça deixa, ou quando chega a hora do almoço. As plantas já não têm mais cheiro, já não tem mais bicho, nem grama pra fazer orvalho. Que saudade do interior.
E o seu interior? Dá saudade? Mostre.
De 17 à 20 de junho o “Enxame Coletivo” realiza a mostra itinerante “Carroça Tunada”, uma exposição de retratos da vida interiorana na modernidade. A mostra integra as atividades do “Festival Canja” e circulará em alguns pontos juntamente com o festival.
Mostre sua arte!
No período de 25 de maio a 10 de junho, envie-nos pelo correio a FICHA DE INSCRIÇÃO juntamente com os trabalhos. Cada artista poderá enviar quantos retratos desejar com o tema: “Modernidade Interiorana”, sendo selecionadas até 5 (cinco) fotografias por inscrição, totalizando no máximo 50 (cinqüenta) fotos para a mostra. Confira o REGULAMENTO e participe!
